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MASTER CAPARICA 2010 - 2011

Realizou-se no passado dia 4 de Junho, o Masters Caparica – Diplodus Cup Picasso, edição 2010 / 2011 em aguas do Oeste, mais concretamente nas praias do Vimeiro
Com umas condições excepcionais para a prática da pesca submarina, o encontro teve este ano como novidade a saída “ á barbatana “ e assim dos 16 inscritos compareceram 12, e pelas 11 horas teve início a primeira parte.
Pranchas e bóias na agua e cedo se verificou que para além das boas condições de mar, a visibilidade era de 5 ou 6 metros nos melhores spots, e a temperatura rondava uns muito agradáveis 18º, mesmo com uma suave brisa de Norte.
A área escolhida este ano é famosa pelas suas salemas de bom porte, mas estas apenas se vislumbraram no início quando a agua ainda vazava; tainhas também eram poucas e houve quem não visse nenhuma, logo se percebendo que não seria o peixe dito “ menos nobre “ a fazer as honras e que ditaria o vencedor.
Em face desta situação, começam as deslocações para Norte e Sul, ou ainda mais para a “fundura “ na tentativa de dar com o peixe, tentativa essa que fez com que a maioria opta-se por caçar logo ali em seco, mais encostado a fazer a espuma, o que com um período de 12 segundos e a 2 metros de fundo, dificultava o trabalho dos caçadores e beneficiava os sargos que sendo de bom porte é certo, mas muito fugidios e “ picados “, provocando muitos tiros falhados.
Na pesca submarina, a diferença entre ver e capturar…é enorme !
Com o passar das horas e o virar para enchente, lá se iam timidamente compondo os enfiões, uns sargos e umas salemas duvidosas, mas a agua começava a turvar e a ficar “ leitosa “ tão típico da zona, o que por si só, trazia mais dificuldade a quem caçava.
Conhecedor da zona e atravessando um bom momento de forma, Bóris Barreira descobre num buraco bem escuro e “manhoso “ uma abrótea de 1,800 kg, que viria a ser o maior exemplar do encontro, e que o embalava para um lugar cimeiro, pois os sargos que se tinham visto na vazia, começavam a debandar e a não se fixar nos buracos.
E a agua cada vez mais suja….
Hugo Correia, a recuperar de uma teimosa rinite AC ( vitima do ar condicionado…) que não lhe facilitava a compensação, ataca a Percebeira de Fora, sempre na espuma e baixinho, onde remata uma bela tainha a pontuar e se mantinha no baixinho a palitar buraco a buraco, mas os sargos esses teimavam em ser mais rápidos.
Apenas com uma salema a pontuar e mais 2 duvidosas, Rui Patrão opta por sair bem mais para fora do Bico dos Viveiros, e seguindo a malhada, ate aos 15 / 16 metros, tranca um bodião ( pelo qual foi gozado toda a noite…) que já animava uma possivel boa classificação.
No extremo oposto Tiago “ Kudox “ Lopes, outro conhecedor da zona, trava uma luta renhida com um lajedo de sargos e captura aquele que veria a ser o maior exemplar de diplodus, demonstrando um crescendo de forma e que a sua aposta na vertente competitiva só lhe tem trazido vantagens na sua evolução como caçador.
Por uma zona mais limpa, Sobral hipoteca a sua prova logo no início, ao trancar um peixão ( robalo pois claro….) num buraco bem fundo e deixando lá o arpão da sua 75, pelo que perdeu imenso tempo a tentar sacar o mesmo. Quando desistiu, não era fácil caçar ao buraco com a arma sobrante na prancha…..uma de metro !
Optando por caçar mais junto á malhada Norte, Ralha e Xixas, dão com um cardume brutal de sargos, mas a maior parte fica abaixo da medida oficial das 500 gramas, o que se verificaria mais tarde no crivo da balança, penalizando o que poderia ser uma prova memorável; enquanto quase encostado a terra, João Carvalho levava a melhor sobre uma tainha pontuável.
Merece destaque ainda o desportivismo dos convidados da equipa dos Mares da Figueira da Foz, que fizeram uma “ tonelada “ de quilómetros para estarem presentes; numa prova cabal de que a competição “ amadora “ é possível e desejável, e que novos valores vão surgindo, como garante deste nosso desporto.
Pelas 16 horas terminava a prova de mar e pelos enfiões que se iam vendo, não estava fácil vaticinar o vencedor.
Logo de seguida, fomos todos em romaria para a 2ª parte que iria decorrer na vila do Furadouro, para a tradicional grelhada, matraquilhos e levantamento de minis, estas ultimas muito bem vindas quando se passa 5 horas com a boca cheia de agua salgada, ao mesmo tempo que se preparava a pesagem que ditou a seguinte classificação:
1º Boris Barreira 4062 pts 2º Hugo Correia 3920 3º Rui Patrão 2845 4º Tiago Lopes 1964 5º Paulo Ralha 1678 6º Sérgio Aleixo 1229 7º Vítor Martins 695 8º João Carvalho 558 9º Sobral Ricardo Damião Nelson Lima
· Maior exemplar – Abrótea – 1,770 kg – Bóris Barreira
Sempre em festa e já com o estômago mais composto, procedeu-se ao sorteio de material da Picasso, patrocinador oficial do evento e logo de seguida a cerimónia protocolar, encerrando-se as festividades pelas 23 horas.
Para os amantes das estatísticas aqui fica o apuramento final de capturas:
- Sargos – 12 - Salemas – 7 - Tainhas – 3 - Bodiões – 2 - Robalo – 1 - Abrótea - 1
Mais uma realização superada, num encontro que todos se divertiram e houve peixe bonito com fartura, com excelentes condições para a pratica da nossa modalidade, ficando a promessa de um regresso em Outubro, não como Diplodus Cup mas como Labrax Open, numa zona também ela bem diferente.
Não podiamos terminar sem um particular agradecimento ao David " Parafuso " Gonçalves, que não foi para a agua, por forma a que fosse posivel a reportagem fotografica; bem como ao exímio trabalho uma vez mais patenteadao no trofeu de Maior Exemplar, da autoria de Hugo Águas.
Até lá.
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